O Grupo de Cantares de Vilar de Maçada desceu no segundo fim-de-semana deste mês à capital. Tive o gosto
de o acompanhar e de nele me incorporar, apesar de, "duro de ouvido" que sou, não
ser capaz de juntar duas notas de música (fingi que cantava e... gostei de me ver com a capa). O grupo veio
cantar as Janeiras aos Maçadenses que residem na área da grande Lisboa. Em boa
hora o fez. Foi gratificante ver o calor e a emoção com que os Maçadenses receberam
esta embaixada. Correram lágrimas em algumas faces. Emoção em muitas. Alegria em todas. Foi bonito.
Fomos também
a Évora cantar a um filho de Vilar de Maçada. Todos sabem de quem estou a falar. José Sócrates. Era um dever lá ir. Teríamos
ido cantar se ele estivesse em sua casa em Lisboa ou em Vilar de Maçada, e esperaríamos
dele uma “ajuda generosa”, como é pedido numa das nossas Janeiras. Vicissitudes
da sua vida política retiraram-no do conforto de sua casa e dos seus, e levaram-no
para Évora onde se encontra privado de liberdade. É, exactamente, nesses
momentos de extrema dificuldade que a amizade mais se deve
manifestar e fazer-se ouvir e sentir. Foi o que fizemos. Cumprimos o nosso dever.
Cantámos
também em casa do Dr. Eduardo Barroso e da Manuela, que já são filhos adoptivos de Vilar de Maçada. Foi
visível a sua surpresa e a sua enorme emoção e alegria pela nossa presença. Para nós, já é imprescindível, e motivo de alegria, a sua presença na nossa Festa.
Fomos
recebidos calorosamente por todos. Sem excepção. A colheita feita foi assinalável. É uma
jornada a repetir.


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